"O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade." Albert Camus
terça-feira, 25 de março de 2014
Pequeno almoço.
Estão quase a chegar.
A mãe espera-os.
Vão todos todos comer entre risos e palhaçadas , pão fresco, ainda morno, com manteiga.
segunda-feira, 24 de março de 2014
O anjo cansado
Chegou ao céu pensativo.
Abriu a porta, com a cabeça na terra e os olhos em pensamentos profundos.
Pendurou as asas no cabide da entrada.
Descalçou os sapatos e sentiu de imediato o conforto da nuvem.
Deixou o corpo deslizar e acomodar-se na cadeira...
Não entendia os homens.
Estava farto deles e dos seus disparates.
Suspirou...
Felizmente amanhã é Domingo!
domingo, 23 de março de 2014
A magia dos cadernos.
Adoro cadernos novos!
Grandes, pequenos, de uma só cor, ou com as cores do Outono, ou Primavera.
Há nos cadernos novos uma magia que me faz querer ser melhor...
Ultrapassar as minhas deficiências, a minha desarrumação.
É como um ritual.
Observo-o como se tivesse vida, sorrio- lhe, senti -o.
Procuro que a letra seja certinha e cuidada.
Nas primeiras páginas tudo acontece como se buscasse a perfeição.
Depois...
Volta tudo a ser como dantes, até um novo caderno chamar a minha atenção e começar tudo outra vez.
139. Pequeno Livro de Instruções Para a Vida * 1
" Nunca tires a esperança a uma pessoa; pode ser a única coisa que ela tem."
As violetas.
Há uns anos, á porta da Igreja dos Congregados, havia uma velhinha a vender raminhos de violeta.
Era certo e sabido, que ao entrarmos na Igreja íamos encontrar três ou quatro raminhos colocados de acordo com o tamanho dos braços de cada um, no altar do Sto. António, que existe logo á esquerda quem entra na igreja.
A senhora há muito deixou de lá estar.
As violetas também deixaram de existir…
A casa verde
A casa
A Primavera
Os miúdos que chegam
A mesa. No centro, um ramo de flores do campo ainda com bocadinhos de orvalho.
O bolo de cenoura e especiarias ainda quente...
A alegria das vozes e as gargalhadas.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
A casa começa a ficar um palácio...
Com alas em forma de quartos silênciosos
Sem ruídos de outras pessoas e com uma arrumação superficial pouco comum.
Só as gavetas quando se abrem, é que ainda mostram a vida que falta na casa.
A rapariga que roubava livros
Gostei do filme
Gostei da voz e dos diálogos da morte
Da poesia que transparecia nas cores e na amizade dos miúdos
Das personalidades do casal, tão próximos no essencial...
Gosto sobreudo de começar a ver filmes sobre esta tragédia onde se vê o lado dos "maus"
O medo, o silêncio pesadissimo, a sobrevivência...
Duro muito duro e sobretudo sinto-me impotente para fazer juizos de valor.
Se estivesse lá o que faria?
È assustador pensar como tudo é possivel e está tão próximo.
sábado, 4 de janeiro de 2014
A tangerina.
O cheiro a tangerina nas mãos e cabelo.
A partilha dos gomos, o ruído da casca a desprender-se e a arrastar fios brancos...
Ao dobrar a casca de uma tangerina fresca, pulveriza-se em forma de chuva miudinha um perfume que me transporta directamente á infância, ás brincadeiras e ás gargalhadas.
Ainda hoje, quando as encontro não resisto.
Encho as minhas mãos com borrifos de tangerina e passo-as pela cara sorrindo, com a miúda que fui brilhando nos olhos.

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