domingo, 23 de março de 2014

A casa verde




A casa
A Primavera
Os miúdos que chegam
A mesa. No centro, um ramo de flores do campo ainda com bocadinhos de orvalho.
O bolo de cenoura e especiarias ainda quente...
A alegria das vozes e as gargalhadas. 
  

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A casa começa a ficar um palácio...



Com  alas em forma de quartos silênciosos
Sem ruídos de outras pessoas  e com uma arrumação superficial pouco comum.
Só as gavetas quando se abrem, é que ainda mostram a vida que falta na casa.




A rapariga que roubava livros



Gostei do filme
Gostei da voz e dos diálogos da morte
Da poesia que transparecia nas cores e na amizade dos miúdos
Das personalidades do casal, tão próximos no essencial...
Gosto sobreudo de começar a ver filmes sobre esta tragédia onde se vê o lado dos "maus"
O medo, o silêncio pesadissimo, a sobrevivência...
Duro muito duro e sobretudo sinto-me impotente para fazer juizos de valor.
Se  estivesse lá o que faria?

È assustador pensar como tudo é possivel e está tão próximo.




sábado, 4 de janeiro de 2014

A tangerina.



O cheiro a tangerina nas mãos e cabelo.
A partilha dos gomos, o ruído da casca a desprender-se e a arrastar fios brancos...
Ao dobrar a casca de uma tangerina fresca, pulveriza-se em forma de chuva miudinha um perfume que me transporta directamente á  infância, ás brincadeiras e ás gargalhadas.

Ainda hoje, quando as encontro não resisto.
Encho as minhas mãos com borrifos de tangerina e passo-as pela cara sorrindo, com a miúda que fui brilhando nos olhos.

 

12 Anos Escravo.






Matiné de cinema com o meu filho.
A sala estava com muita gente para um sábado de tarde.
O tema sempre me interessou.
Como foi possível uma barbárie tão grande, durante um espaço temporal tão extenso?
Se houve na história da humanidade, factos completamente alucinantes, este foi sem dúvida um dos piores!
O filme remexe com a nossa humano-desumanidade, com a brutalidade insana que se exerce sem questionar, com a nossa vergonha enquanto povo, presente nos primórdios desta escravatura.

O silêncio na sala era avassalador.
Na minha alma também!