quarta-feira, 26 de junho de 2013

Descoberta 1



Hoje descobri que a vida ou a morte  das plantas da minha varanda dependem da minha memória.
Há vários dias que as temperaturas estão na casa dos 30 graus.
Adoro.
O ar é permanentemente um aconchego.
Apetece-me arrumar, limpar, lavar.... Inebriada pelo calor, penso nas minhas plantas.
Os meus trevos de 4 folhas encolhidos, de cabeça baixa, sem pinga de água que os traga á vida.
A minha jacarandá, toda cheia de folhas minúsculas, muito verdinhas e suaves como seda, perderam o seu esplendor e vivacidade.
A glicínia, cheia de fios com rebentos, alegres a subir pela parede estão agora ofegantes e aflitos...

Dei-me então conta, da suprema subjugação das plantas da minha varanda ao meu estado de espírito, e mais perigoso ainda á minha memória.
Elas vivem na minha memória e esse facto gigantesco deixou-me triste só de pensar o que podem estar a sentir.
Quero-as livres, quero-as felizes…retribuir-lhes de algum modo a alegria que me dão.
Banhei-as em água.
Juro, que as ouvi rir!
Gargalhadinhas minúsculas e sôfregas entre gritinhos de alegria.

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