Amigos são aqueles que crescem comigo.
Nestes tempos de profundas mudanças, os direitos adquiridos, a ética nas relações, o respeito pelo trabalho sério, enfim, sentimentos que fazem de nós seres humanos melhores, foram pulverizados por uma espécie de bicho da madeira para humanos, que corrói a alma, aniquila o sentimento de um povo, atordoa a razão.
Amigos são aqueles que seguem a meu lado.
As minhas maiores amigas, uma delas de um tamanho de irmã, estão em greve. Os professores estão em greve.
Estou particularmente com ela e de um modo geral com toda a classe.
Num tempo em que toda a gente acha que tem direitos e normalmente se esquecem das obrigações, porque dão trabalho e são chatas, os professores deveriam ser a classe mais respeitada.
Num tempo em que o tempo é escasso, para as famílias formarem e acompanharem o crescimento dos seus jovens, são os professores que os procuram moldar, incutir-lhes princípios básicos que em casa não tiveram.
Agradecem-lhes?
Não.
Alguns pais só sabem reivindicar os direitos dos seus meninos, podem nem saber o que eles fazem, como se comportam fora de casa, só sabem que têm direitos e que os professores estão ali para os garantirem.
São aqueles a quem os meninos se queixam do professor/a.
Os pais zelosos dos direitos das suas crianças dão-lhes razão. Vão á escola pedir satisfações, exigir que os seus meninos sejam respeitados...
Os mesmos meninos que não respeitam nem professores nem colegas, os querubins que fazem das palavras armas de arremesso a tudo o que é diferente deles, usam a alarvidade elevada á quinta potência e sentem-se reis de um bando de idiotas.
Nas escolas, diz-se hoje, há bulling, palavra importada para camuflar a falta de respeito, a má educação ou a ausência dela.
Nas escolas hoje e como sempre, há bons professores e bons alunos, em termos académicos e humanos. Daqueles que deixam marcas profundas uns nos outros, como uma cadeia mágica que nos faz sorrir sempre que nos lembramos de um professor que nos marcou, que nos ensinou a sermos qualquer coisa mais além de nós próprios.
Junto aos meus, os professores dos meus filhos e, em nome deles e de tudo o que em mim de bom deixaram, agradeço e espero que voltem a ter a dignidade, o respeito e a importância que o ensino representa numa sociedade que se quer civilizada.
Sem comentários:
Publicar um comentário