"O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade." Albert Camus
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
A avó.
Havia um mundo infinito nas suas histórias.
Desde peixes dourados que liam o futuro dos meninos, casas onde á noite os móveis espirravam e o pó transformava-se em bolas de sabão.
Chávenas que enquanto o leite estava a aquecer levantavam voo...
A partilha.
È um movimento de reciprocidade. Ana, feliz e de cabelo ao vento, convidou o António para trocarem os livros que mais gostaram.
Sem falarem ficaram a conhecer-se melhor.
domingo, 26 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
O conjunto.
Flores, padrão do vestido, tom das veias das mãos, levam-na de volta a uma Primavera onde foi menina feliz.
A mala.
Tiraram-lhe a casa.
Na mala guardou imagens, da pequena janela com as cortinas de renda que a mulher fizera nas tardes de Domingo, durante as horas de silêncio dos homens e animais.
A caixa de correio, feito por ele em latão...
A porta, onde as mãos eram campainhas acompanhadas por vozes conhecidas e logo identificadas.
Olhou para trás, os olhos retiveram por breves momentos a estrada, a casa, o Marão ao fundo.
Sorriu e nunca mais voltou.
sábado, 18 de agosto de 2012
A educação.
A educação, ontem e hoje, parece estar "ao contrário". Em vez de sensibilizar as crianças para o positivo, para o que fazem bem, para o que lhes pode dar segurança e confiança em si próprias, sensibiliza-as para o que as pode perturbar, inquietar, produzir desassossego, insegurança e desconfiança.
María de Jesús Álava Reyes " A Inutilidade do Sofrimeno"
As sardas.
As sardas parecem pequenos pontos saídos do céu dos seus olhos.
Não é uma fotografia de criança, já há na sua expressão algo de filosofia de vida corrente, a vida ás vezes faz-nos pensar.
Óleo de figado de bacalhau
Uma colher diária.
Tapavamos o nariz e logo a seguir mastigavamos um gomo de laranja para ajudar a tirar o sabor.
Dava-nos sáude e fazia-nos crescer .
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
As caixas.
Rebuçados e segredos, postais de viagens e cartas antigas, conchas e pedras do mar, linhas, fios coloridos e emanharanhados, botões de todas as formas...
As caixas guardam bocados de mim. São cofres da minha alma.
Quando a nostalgia chega, são nelas que me aconchego.
Vida e morte.
O livro, é a vida que cada um de nós constroi. Fechado encerra-nos para a eternidade, aberto e lido, faz com que renasçamos eternamente.
As flores secas são o gesto de alguém que connosco se cruzou e deixou um beijo.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
È um truque.
Os sorrisos não enganam! O faz de conta nestas idades é uma alegria carregada de borbulhinhas de entusiasmo :)
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