"O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade." Albert Camus
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Verão.
Em todas as alturas do ano, o Verão permanece residente nestas casas. Porque resolveram chamar a esta zona Costa da Prata, não sei.
Sei que gosto e muito.
domingo, 22 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
Lição.
Das palavras
Fica o vazio do que ficou por dizer
Das mãos abertas
O gesto de paz esquecido
Da calma aparente
Nasce a revolta de uma certeza abalada
Num dia de nevoeiro intenso
Assim,
Perdida na cor esbatida de uma folha de Outono
Procuro formas que habitam em mim.
E...
Aprendo tudo de novo
Aconchego.
Se o sabor
Se o facto de ser um gesto mutiplicado por tanta gente, em tanto sitio diferente ao mesmo tempo.
Sei, isso sei, que gosto.
Depois...
Saiu um som
Que se articulou num pensamento
Desabrochou em frase
e murchou em silêncio.
Depois...
Foi um tempo fininho
Que sorriu melancólico
A uma flor radiante
E veio a gaivota,
O céu, a nuvem e a cor
Veio o menino que não era menino
Sendo metade andorinha e outra metade flor.
Veio outro depois...
E muitos azuis cruzaram dois céus
E milhares de terras
Giraram em torno de um homem perdido
Milhares de homens giraram em torno de uma terra rosada
E o menino teimoso,
Pegando na fisga
Partiu a sorrir
Todas as estrelas do céu.
Que se articulou num pensamento
Desabrochou em frase
e murchou em silêncio.
Depois...
Foi um tempo fininho
Que sorriu melancólico
A uma flor radiante
E veio a gaivota,
O céu, a nuvem e a cor
Veio o menino que não era menino
Sendo metade andorinha e outra metade flor.
Veio outro depois...
E muitos azuis cruzaram dois céus
E milhares de terras
Giraram em torno de um homem perdido
Milhares de homens giraram em torno de uma terra rosada
E o menino teimoso,
Pegando na fisga
Partiu a sorrir
Todas as estrelas do céu.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Eu quero uma nuvem doce.
Pareciam imensas.
O senhor da caixa de vidro, segurava um pau clarinho, lá dentro da caixa uma magia qualquer, rodava em voltas que faziam a nuvem crescer, deixando apenas um bocadinho de pau á vista para a criança pegar.
Num primeiro gesto, a cara afundava-se na nuvem doce, depois eram os dedos, pequeninhos e gorduchos que tiravam flocos que levavam á boca.
Saboreavam a vida, eram felizes, e o dia terminava num sono tranquilo.
O senhor da caixa de vidro, segurava um pau clarinho, lá dentro da caixa uma magia qualquer, rodava em voltas que faziam a nuvem crescer, deixando apenas um bocadinho de pau á vista para a criança pegar.
Num primeiro gesto, a cara afundava-se na nuvem doce, depois eram os dedos, pequeninhos e gorduchos que tiravam flocos que levavam á boca.
A criatividade obriga-nos a caminhar, com arte.
Núria Fuste, uma professora no desemprego, resolveu procurar trabalho de uma forma original: fez um currículo em vídeo, onde mostra a sua visão do ensino através de uma receita culinária.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Adelino Roberto Alves - Anoitecer na Favela da Rocinha
Imagino a imensidão.
De conversas, risos, gritos, gargalhadas e aflições.
Crianças, velhos, mulheres cansadas e encolhidas, outras risonhas carregadas de sonhos.
Gente que nasce, outros que morrem, de morte comum , outros caem desamparados no chão.
Salta cor e vida, bolas e danças, e os meus olhos invejam todas as histórias que alguem um dia irá contar.
Dão - se alvíssaras a quem encontrar.
Neste meu caderno mágico, para além de colagens normais de imagens que gosto, posso colar músicas que ao contrário dos meus cadernos de papel, se fazem ouvir, pequenos filmes que ganham vida...
Faço isto para me esquecer de coisas absurdas e tristes que vejo, sinto e presencio todos os dias.
Normalmente quando estou mais perturbada recorro a coisas suaves, mas hoje não consigo.
Estou farta!
O mundo dos privilegiados que têm trabalho está infestado de gente medíocre, sem o mínimo de educação e cultura, que tratam as pessoas como números, independentemente de todo um percurso de trabalho sem mancha. São os quadros 200%.
Querem que todos produzam a 200% para dar lucros de 2000% aos accionistas e serem eles recompensados na carreira com alguma mordomia caída do céu.
São os pancadinhas nas costas ás hierarquias superiores.
São os que adoram falar para plateias.
São os que dizem que fazem e acontecem.
São os que dizem, dizem, dizem e desaparecem.
Quando são chamados a comissões de inquérito, não sabem nada, juram pela sua honra e rematam sempre com a tese da cabala.
Eu, que nestes últimos anos, vivi situações em que julguei ter o desemprego á minha espera no dia seguinte, assisto estupefacta a situações desumanas de pré - reformas e rescisões de antigos colegas de uma outra instituição onde trabalhei.
Convocam-nos para reuniões inesperadas, independentemente de estarem de férias ou não, apresentam-lhes as propostas, que avisam só ter um caminho, aceitar.
O que destroem pelo caminho não lhes interessa.
Nestas alturas, os quadros 200%, não aparecem. São contractadas empresas em regime de outsourcing , para fazer os estragos.
E assim convivem duas agonias, os confrontados com situações desconhecidas e os que tentam manter o emprego, que para quase todos os portugueses, independentemente da profissão, passou a ser precário.
Chamamos a isto o quê?
Onde está a justiça?
Onde está o estado?
Onde está a chamada democracia?
Faço isto para me esquecer de coisas absurdas e tristes que vejo, sinto e presencio todos os dias.
Normalmente quando estou mais perturbada recorro a coisas suaves, mas hoje não consigo.
Estou farta!
O mundo dos privilegiados que têm trabalho está infestado de gente medíocre, sem o mínimo de educação e cultura, que tratam as pessoas como números, independentemente de todo um percurso de trabalho sem mancha. São os quadros 200%.
Querem que todos produzam a 200% para dar lucros de 2000% aos accionistas e serem eles recompensados na carreira com alguma mordomia caída do céu.
São os pancadinhas nas costas ás hierarquias superiores.
São os que adoram falar para plateias.
São os que dizem que fazem e acontecem.
São os que dizem, dizem, dizem e desaparecem.
Quando são chamados a comissões de inquérito, não sabem nada, juram pela sua honra e rematam sempre com a tese da cabala.
Eu, que nestes últimos anos, vivi situações em que julguei ter o desemprego á minha espera no dia seguinte, assisto estupefacta a situações desumanas de pré - reformas e rescisões de antigos colegas de uma outra instituição onde trabalhei.
Convocam-nos para reuniões inesperadas, independentemente de estarem de férias ou não, apresentam-lhes as propostas, que avisam só ter um caminho, aceitar.
O que destroem pelo caminho não lhes interessa.
Nestas alturas, os quadros 200%, não aparecem. São contractadas empresas em regime de outsourcing , para fazer os estragos.
E assim convivem duas agonias, os confrontados com situações desconhecidas e os que tentam manter o emprego, que para quase todos os portugueses, independentemente da profissão, passou a ser precário.
Chamamos a isto o quê?
Onde está a justiça?
Onde está o estado?
Onde está a chamada democracia?
terça-feira, 17 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
As notas de Einstein.
"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro."
Albert Einstein
Francisco.
Francisco, 8 anos de uma imaginação fértil, perguntas insistentes num mundo cheio de mistérios.
-Mãe, eu hoje lambi a chuva.
-O quê?
- Lambi a chuva. Enquanto a avó estava a fazer o almoço vim ao jardim e estava a chover...
-Sim
-Então pensei, que sabor teriam os pingos de chuva? Pus a língua de fora e eles iam caindo e eu ia lambendo!
-Ah! E a chuva sabia a quê?
- A cão!
Sorria com ar malandro.
- È fofa mãe! È por isso!
-Vá vamos dormir! Anda Francisco, anda, estou a puxar-te para subires as escadas, onde tens a cabeça?
-Nas estrelas, porque elas têm segredos...
Só quando aconchegado na cama o sono o apanhou, é que o Francisco se calou.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
A história.
No mundo da condenação á morte, que é o nosso, os artistas testemunham daquilo que no homem se recusa a morrer.
Albert Camus
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
A cores. Beijo Dois
Depois de muitas brincadeiras na areia, imensos beijinhos no focinho do sua amiga "Avelã".
Ele, feliz, olha para a câmara orgulhoso, ela envergonhada enrosca o seu focinho ...Dos dois, sobressaem os olhos escuros de muito amor partilhado.
Miguel Torga
Livro de Horas
Aqui, diante de mim,
Eu,pecador, me confesso
De ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
que vão ao leme da nau
Nesta deriva em que vou.
Me confesso
Possesso
Das virtudes teologais,
Que são trrês.
E dos pecados mortais,
Que são sete,
Quando a terra não repete
Que são mais
Me confesso
O dono das minhas horas
O das facadas cegas e raivosas
E das ternuras lúcidas e mansas.
E de ser de qualquer modo
Andanças
Do mesmo todo.
Me confesso de ser charco
E luar de charco, à mistura.
De ser corda do arco
Que atira setas acima
E abaixo da minha altura.
Me confesso de ser tudo
Que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
Desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.
Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
Do tal céu que Deus governa;
de ser um monstro saído
Do buraco mais fundo da caverna.
Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
Para dizer que sou eu
Aqui, diante de mim!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A minha rua.
Em direcção ao largo do Pelourinho, no passeio do lado direito, passando a casa Quintilianus, a minha casa é a 8ª seguindo a mesma direcção.Tem uma porta azul, com um pequeno puxador preto.Se olhares para cima vês as minhas flores!
Não tem nada que saber! Estou á tua espera com o lanche preparado,vou já aquecer a água para o chá...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Gabriel.
Ele mesmo. O anjo.
Conheço-o desde os cinco anos mais ou menos.
Está de férias da escola.
- Mãe no ATL entrou um novo menino, é castanho.
A mãe no seu papel de educadora:
- Gabriel, não se faz troça dos meninos por terem outra cor!
-Mas mãe, só disse que ele era castanho, eu sou beje!
Conheço-o desde os cinco anos mais ou menos.
Está de férias da escola.
- Mãe no ATL entrou um novo menino, é castanho.
A mãe no seu papel de educadora:
- Gabriel, não se faz troça dos meninos por terem outra cor!
O almoço.
A mãe já tinha chamado três vezes:
- Ana, almoço na mesa! Vem.
Ouvia ao longe um murmúrio, o dragão enfurecido disparava chamas em todo o sentido.
O castelo estava cercado. Sentia um friozinho de medo ao pensar onde podia estar escondida a princesa...
domingo, 1 de julho de 2012
João de Deus ( 1830 - 1896 )
A vida é o dia de hoje,
A vida é o ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa
...................................
Vergílio Ferreira.
"- Vivemos numa época formidável - disse ele.
A única verdade a conquistar é a de que todos os homens têm direito a comer.
- Quando é que afirmei que o homem deve passar fome? Mas, se em todas as épocas se tivesse só pensado na melhoria económica, hoje não seríamos homens: seríamos apenas máquinas.
O meu humanismo não quer apenas um bocado de pão; quer uma consciência e uma plenitude.
( in Aparição )
A única verdade a conquistar é a de que todos os homens têm direito a comer.
- Quando é que afirmei que o homem deve passar fome? Mas, se em todas as épocas se tivesse só pensado na melhoria económica, hoje não seríamos homens: seríamos apenas máquinas.
O meu humanismo não quer apenas um bocado de pão; quer uma consciência e uma plenitude.
Teixeira de Pascoaes (1887- 1952)
A nossa Lua.
È nossa, faz parte da família e é aquela que, frequentemente, por momentos, consegue reunir todos à sua volta a dar beijos, no focinho mais lindo do mundo!
Enfim...Mimos familiares!
As jacarandás do Porto.
Sorrio e sinto-me feliz.
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